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Mostra de Cinema Refugiados.doc: confira registros do evento

Nos dias 26 e 27 de junho de 2017 o Grupo de Apoio a Imigrantes e Refugiados de Florianópolis e região (GAIRF) promoveu a mostra gratuita de cinema Refugiados.doc, momento em que foram exibidos quatro documentários de curta-metragem brasileiros, um documentário de curta-metragem canadense e um longa-metragem brasileiro, com foco na temática dos fluxos migratórios contemporâneos e do refúgio no Brasil. A iniciativa, que contou com o apoio da Fundação Catarinense de Cultura, foi idealizada para marcar o Dia Mundial do Refugiado, celebrado em 20 de junho. Após a exibição dos filmes, foram realizadas duas rodas de conversa para debater questões sobre a temática.

Nos dois dias, mais de 200 pessoas compareceram no cinema do Centro Integrado de Cultura (CIC) para conferir os filmes e as conversas, guiadas pelas representantes do GAIRF e que atualmente integram a coordenação compartilhada do grupo: Maria das Graças Brightwell, Bruna Kadletz, Mariá Boeira Lodetti, Ana Sofia Guerra, Tamajara Silva, Sansara Buriti e Samira Moratti Frazão, além do comparecimento de outros representantes do grupo, que prestigiaram a iniciativa.

Agradecemos a Fundação Catarinense de Cultura pelo apoio na cessão do local para exibição dos filmes,  e aos produtores dos filmes abaixo listados por permitirem a exibição gratuita dos curtas e longa. Também agradecemos aos demais representantes do GAIRF e ao público em geral por prestigiarem o evento, cuja importância é relevante para conscientizar e expor o tema das migrações e do refúgio, na cidade de Florianópolis e região.

Filmes exibidos na ocasião:

“Refugiados – A vida de Popole Misenga” (dir. Cavi Borges)
“Home Video” (dir. Lucas Rached)
“Rekomanse” (dir. Ana Marinho, Beatriz Cerino, Caroline Figueiredo, Everson
Chagas e Izabel Guzzon)
“Vidas Deslocadas” (dir. João Marcelo)
“Bem-vindo ao Canadá” (dir. Adam Loften & Mary Fowles)
“A Casa de Lucia” (dir. João Marcelo e Lucia Luz)

Confira a seguir alguns registros dos dois dias da mostra (clique nas imagens para ampliar):

Crédito das imagens: Ana Sofia Guerra, Sansara Buriti e Samira Moratti Frazão.

Clique aqui para ver outros registros da mostra na página do evento no Facebook.

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Coordenação compartilhada do GAIRF

Desde a primeira reunião do ano, realizada no dia 11 de abril de 2017, o GAIRF agora conta com uma coordenação compartilhada, feita em muitas mãos, com a participação de diversos integrantes do grupo. A ideia partiu do coordenador anterior, Fernando Damazio dos Santos que, após um período de mais de dois anos dedicados ao GAIRF, está atualmente focado em projetos profissionais em outra cidade.

Neste novo modelo de coordenação compartilhada, a gestão do grupo é feita, de forma voluntária, com o apoio das seguintes participantes do GAIRF: Maria das Graças Brightwell, Bruna Kadletz, Mariá Boeira Lodetti, Ana Sofia Guerra, Tamajara Silva, Sansara Buriti e Samira Moratti Frazão, as quais coordenam atividades, junto com os demais integrantes, para a organização e divulgação do grupo como um todo.

Para marcar a nova fase do GAIRF, os/as participantes do grupo se reuniram ao final do primeiro encontro para selar o registro, que agora integra a memória do grupo, em seu blog institucional.

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Pesquisador do GAIRF apresenta tese sobre migrantes haitianos no mercado de trabalho em SC

A exploração de migrantes haitianos no mercado de trabalho em Santa Catarina foi tema da tese de doutorado do pesquisador Luís Felipe Aires Magalhães, ligado ao Núcleo de Estudos de População Elza Berquó (Nepo) da Unicamp, ao Observatório das Migrações de Santa Catarina da UDESC, e ao próprio GAIRF.

A pesquisa foi destaque de uma reportagem publicada recentemente (16/05) no Diário Catarinense, momento em que o pesquisador revela mais detalhes sobre o estudo.

Clique aqui para conferir a reportagem na íntegra e alguns trechos abaixo:

  • “Imigrantes haitianos que vieram para Santa Catarina de 2010 a 2016, recrutados principalmente pela agroindústria, construção civil e serviços de limpeza, tiveram direitos trabalhistas violados de forma recorrente”;
  • “A estimativa do Observatório das Migrações de SC é de que tenham vindo cerca de 85 mil haitianos para o país nos últimos seis anos, e pelo menos 10 mil tiveram Santa Catarina como destino final ou local de trânsito. Inicialmente, foram para cidades do litoral Norte, e depois passaram a ser requisitados por frigoríficos no Oeste. Entre 2010 e 2014, SC foi a unidade da federação que mais contratou haitianos.”
  • Segundo o pesquisador, “… as violações mais comuns são descontar dos salários um valor referente à moradia, muitas vezes precária, a alocação discriminatória – concentrar os haitianos em setores que registram mais acidentes e adoecimentos ou que são mais desgastantes -, e contratos trabalhistas com cláusulas desfavoráveis ao trabalhador que, sem entender português, assina documentos em que abre mão de direitos em caso de demissão, por exemplo”.

Com informações do Diário Catarinense.